A reforma tributária aprovada em 2023 começa a produzir efeitos concretos para as pequenas empresas a partir de 2026, quando se inicia o período de transição para o novo sistema de tributação sobre consumo. Para muitos empreendedores, as mudanças ainda são pouco compreendidas — e o Diário Central buscou simplificar os pontos principais.
O coração da reforma é a substituição de cinco tributos — PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS — por dois novos impostos: a CBS (federal) e o IBS (estadual e municipal), além de um Imposto Seletivo para produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. A transição será gradual, com os novos tributos convivendo com os antigos até 2033.
Para as empresas do Simples Nacional, o impacto é mais limitado no curto prazo, já que o regime simplificado foi mantido. Mas há mudanças importantes no médio prazo. A partir de 2026, as empresas do Simples que vendem para outras empresas precisarão destacar o valor do IBS e da CBS nas notas fiscais, o que pode afetar a competitividade em algumas cadeias produtivas.
"O Simples foi preservado, mas não ficou intocado. Há uma série de ajustes que os empresários precisam conhecer para não serem pegos de surpresa", alerta a contadora Silvia Moraes, especialista em tributação para pequenas empresas.
O Diário Central conversou com empresários de diferentes setores — comércio, serviços e indústria — para entender como estão se preparando para as mudanças. A percepção geral é de incerteza, mas também de expectativa com a promessa de simplificação no longo prazo.